Visitamos a Lidio Carraro Vinícola Boutique. E é na casa da família que fomos recebidos, onde fomos apresentados à história da vinícola e à sua filosofia.

A Lidio Carraro tem 7 hectares de videiras plantadas na Serra Gaúcha – Vale dos Vinhedos. Estudos de solo mostraram desde solos com basalto de boa drenagem até solos argilosos. Cultiva-se nessa região Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Tannat.

Foram adquiridos terrenos também na região da Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste / RS, que possuem uma característica de solo diferente do Vale dos Vinhedos – um solo granítico-arenoso. Inicialmente destinado à cepas clássicas (Chardonnay, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat), apresentou posteriormente um potencial para cultivo de outras castas (Malbec, Tempranillo, Touriga Nacional, Teroldego, Nebbiolo etc).

Segue a Filosofia Purista – mínima intervenção para máxima expressão do vinho. Utiliza, assim, vinhedos próprios; colheita manual; sem filtração; sem madeira; sem clarificação.

Não é à toa que foi elogiada por grandes nomes do mundo do vinho, como o inglês Steven Spurrier (do “Julgamento de Paris”) e Jancis Robinson.

A linha de entrada é a Faces, com vinhos tranquilos e espumantes. Foi a linha oficial das olimpíadas Rio 2016.

A linha Faces é seguida pela linha Agnus, com varietais de Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Tannat; e pela linha Da’divas, que possui o Chardonnay escolhido pela britânica Jancis Robinson para a adega da Rainha Elizabeth.

A linha Elos é composto por interessantes cortes. Degustamos o corte de Touriga Nacional e Tannat (único vinho com essa composição do mundo), muito interessante, e o corte de Cabernet Sauvignon com Malbec, também bem equilibrado.

A linha Singular é uma linha diferenciada, com varietais de Teroldego, Tempranillo e Nebbiolo, provenientes da Encruzilhada do Sul. Degustamos a Singular Teroldego 2011, um vinho bem encorpado, com boa persistência, aromas de ameixa preta, amoras, estrebaria. Muito bom!

E por fim, a linha top da vinícola. A linha Grande Vindima, composto pelo varietal de Merlot, pelo varietal de Tannat e pelo corte Quorum, que utiliza as 4 castas cultivadas no Vale dos Vinhedos. Videiras conduzidas com sistema de espaldeira, com uma produção de somente 1,0kg/planta dão a esses vinhos uma complexidade e potência muito interessante. Degustamos o Grande Vindima Merlot 2011, que confirmou as expectativas: aromas frutados intensos, bem encorpado, com boa persistência, certamente um dos melhores Merlots brasileiros. DW 95.

Quem estiver em busca de um vinho brasileiro de qualidade, conheçam a Lidio Carraro que certamente não vão se arrepender.

Deixe um comentário