A Milantino Vinhos Finos foi fundada em 1989. Mais uma vinícola do Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves, criada para elaborar vinhos de alta qualidade e de produção limitada!
Utiliza uvas de vinhedos próprios, com extremo cuidado do cultivo das videiras até a seleção das uvas. E isso se reflete na qualidade dos vinhos.
Degustamos ótimos vinhos na vinícola – Teroldego 2006, Merlot 2004, Malbec do Vale 2012…deixamos para depois a “cereja do bolo”.
O premiado Milantino Gran Reserva 2005. Corte de Tannat, Merlot e Ancellotta. 13,2% de álcool. Ganhador de um Grande Ouro no 8th Brazilian International Wine Competition de 2016 e medalha de ouro no Les Citadelle du Vin em Bordeaux, na França.
Degustação
Visualmente, coloração granada, com halos sugestivos do tempo de evolução.
Buquê muito intenso, agradável, com aromas de trufas, frutas vermelhas maduras, baunilha, madeira, terroso.
Na boca, extremamente equilibrado, taninos macios, longa persistência, acidez correta. Uma obra prima!
DW 97 pontos
Harmonização
Carnes de caça, carnes vermelhas, massas, queijos.
Cave Geisse é responsável por espumantes de altíssima qualidade, já elogiados inclusive pela famosa crítica britânica Jancis Robinson.
Produz atualmente somente espumantes, em 25 hectares de área plantada na região de Pinto Bandeira / RS. Quase todos produtos com métodos champenoise ou tradicional (mesmo método de produção da região francesa de Champagne), à exceção de um dos vinhos de entrada, que é elaborado pelo método Asti.
O dono da vínicola é Mario Geisse, um enólogo chileno que veio ao Brasil em 1979, quando começou a trabalhar na vinícola Chandon, onde ficou por 20 anos. Nesse período, procurou o terroir ideal da região pra elaborar seus próprios espumantes. E foi o que encontrou em Pinto Bandeira. Um solo com boa drenagem, que destinou exclusivamente ao plantio de Chardonnay e Pinot Noir, focado na elaboração dos espumantes.
A linha básica deles é chamada Cave Amadeu, composto por um espumante do método champenoise brut e um rose brut, e um terceiro elaborado pelo método Asti.
Depois temos a linha Cave Geisse Nature, Brut e Rose Brut.
Em seguida temos uma linha superior, com o Cave Geisse Extra Brut, o Blanc de blanc (feito exclusivamente de Chardonnay) e Blanc de noir (exclusivamente de Pinot Noir).
E os tops da vinícola produzidos atualmente, os espumantes da linha Terroir: Terroir Rosé Brut (o único que tem breve passagem por barrica de carvalho) e o Terroir Nature.
Certamente uma das melhores vinícolas brasileiras produtoras de espumantes, com uma qualidade que faz frente a muitos Champagnes.
Além de ter um espaço muito agradável pra poder passar horas em boa companhia tomando um bom espumante. Muito bom!
A vinícola Luiz Argenta fica localizada em Flores da Cunha / RS. A propriedade foi adquirida em 1999 pelos irmãos Deunir e Neco, filhos de Luiz Argenta. Uma propriedade que desde 1929 já possuia pés de uvas viníferas plantados, que originaram uns dos primeiros varietais de vinhos finos do Brasil – da antiga proprietária Granja União.
A estrutura da vinícola, com sua arquitetura diferenciada e moderna, ficou pronta em 2009. Foi considerada pela revista Adega uma das mais belas vinícolas do mundo.
Fica localizada na região da Serra Gaúcha, a uma altitude que chega a 885m. Cultiva 55 hectares de uvas viníferas. Parte dos vinhedos foi renovada com mudas importadas na Europa. Dispõe, atualmente, de 16 variedades, entre elas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Ancelota, Marselan, Petit Verdot, Gewürztraminer, Sauvignon Blanc, Viognier.
Outro destaque da Luiz Argenta é o design das garrafas, que certamente agregam valor ao seu vinho.
Dividem suas vinhas em linha L.A. Jovem, L.A. Clássica e linha Luiz Argenta Cave, com características distintas.
A linha L.A. Jovem preza pela leveza e jovialidade dos vinhos – feitos com safras mais recentes. São mais frutados. É a linha das garrafas de design exclusivo da vinícola.
A linha L.A. Clássico contém vinhos de média estrutura, com amadurecimento de até 9 meses em carvalho.
E a linha Luiz Argenta Cave possui vinhos mais complexos, provenientes somente de safras excepcionais, com grande potencial de guarda.
A visita na vinícola foi muito interessante. Conhecemos diversos ambientes da moderna estrutura, e fomos degustando vinhos em cada lugar que passávamos – passando pelo Brut Rosé, LA Jovem Gewurztraminer, LA clássico Cabernet Sauvignon, e fechando com o Luiz Argenta Corte Cave 2011…Vale a pena visitar!
Visitamos a Lidio Carraro Vinícola Boutique. E é na casa da família que fomos recebidos, onde fomos apresentados à história da vinícola e à sua filosofia.
A Lidio Carraro tem 7 hectares de videiras plantadas na Serra Gaúcha – Vale dos Vinhedos. Estudos de solo mostraram desde solos com basalto de boa drenagem até solos argilosos. Cultiva-se nessa região Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Tannat.
Foram adquiridos terrenos também na região da Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste / RS, que possuem uma característica de solo diferente do Vale dos Vinhedos – um solo granítico-arenoso. Inicialmente destinado à cepas clássicas (Chardonnay, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat), apresentou posteriormente um potencial para cultivo de outras castas (Malbec, Tempranillo, Touriga Nacional, Teroldego, Nebbiolo etc).
Segue a Filosofia Purista – mínima intervenção para máxima expressão do vinho. Utiliza, assim, vinhedos próprios; colheita manual; sem filtração; sem madeira; sem clarificação.
Não é à toa que foi elogiada por grandes nomes do mundo do vinho, como o inglês Steven Spurrier (do “Julgamento de Paris”) e Jancis Robinson.
A linha de entrada é a Faces, com vinhos tranquilos e espumantes. Foi a linha oficial das olimpíadas Rio 2016.
A linha Faces é seguida pela linha Agnus, com varietais de Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Tannat; e pela linha Da’divas, que possui o Chardonnay escolhido pela britânica Jancis Robinson para a adega da Rainha Elizabeth.
A linha Elos é composto por interessantes cortes. Degustamos o corte de Touriga Nacional e Tannat (único vinho com essa composição do mundo), muito interessante, e o corte de Cabernet Sauvignon com Malbec, também bem equilibrado.
A linha Singular é uma linha diferenciada, com varietais de Teroldego, Tempranillo e Nebbiolo, provenientes da Encruzilhada do Sul. Degustamos a Singular Teroldego 2011, um vinho bem encorpado, com boa persistência, aromas de ameixa preta, amoras, estrebaria. Muito bom!
E por fim, a linha top da vinícola. A linha Grande Vindima, composto pelo varietal de Merlot, pelo varietal de Tannat e pelo corte Quorum, que utiliza as 4 castas cultivadas no Vale dos Vinhedos. Videiras conduzidas com sistema de espaldeira, com uma produção de somente 1,0kg/planta dão a esses vinhos uma complexidade e potência muito interessante. Degustamos o Grande Vindima Merlot 2011, que confirmou as expectativas: aromas frutados intensos, bem encorpado, com boa persistência, certamente um dos melhores Merlots brasileiros. DW 95.
Quem estiver em busca de um vinho brasileiro de qualidade, conheçam a Lidio Carraro que certamente não vão se arrepender.
A família Pizzato chegou no Brasil em 1880, trazendo da Itália o hábito do cultivo de uvas. A partir do final da década de 60, iniciaram a produção na propriedade atual na região do Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul. Mas somente no final da década de 90 começaram a produção de vinhos finos.
Liderado pelo enólogo Flávio Pizzato, a qualidade dos vinhos impressiona. Os vinhos Pizzato receberam o selo identificador de origem e qualidade – D.O. Vale dos Vinhedos (denominação de origem).
São produzidas com uvas do Vale dos Vinhedos (25 hectares) e uvas de Doutor Fausto de Castro (16 hectares), que fica a 50km da sede da empresa.
Possuem uma linha de vinhos mais simples – a linha Fausto – espumantes, brancos, roses e tintos. A exceção seria o vinho Fausto Verve Gran Reserva, que é um vinho muito bom, provando o potencial das uvas dessa região. O Fausto Verve é um corte de Cabernet Sauvignon 70% + 20% Merlot + 10% Tannat, que passa por barricas de carvalho francês ou americano de 1º ou 2º uso por 12 meses, de forma semelhante ao corte Concentus, com uma proporção diferente das uvas.
A linha de espumantes é feita com método tradicional, de excelente qualidade! Tivemos a oportunidade de experimentar o Pizzato Brut Rosé e o Pizzato Vertigo Nature Branco, que traz uma proposta diferente. É um espumante 80% Pinot Noir e 20% Chardonnay, sem a retirada das borras, o que resulta num espumante mais turvo com sabores amendoados, muito interessante.
E a linha Pizzato contém os vinhos tops da vinícola.
Iniciando pelos vinhos brancos de Chardonnay – o Pizzato Chardonnay passa por processo de Batonnage, tem acidez média e um bom corpo; 12,5% de álcool. Já o Pizzato Legno Chardonnay passa por fermentação em barril de carvalho, e fica mais 11 meses em barril de carvalho francês de 1º e 2º uso. Temos um Chardonnay divino, repleto de aromas amadeirados, de baunilha, chocolate branco, com um ótimo corpo e persistência.
Os vinhos tintos são muito bons – passam em geral 12 meses em carvalho francês de 1º ou 2º uso, são bem equilibrados e trazem nitidamente as características de cada casta. Tivemos oportunidade de degustar os Pizzato Merlot 2015, Tannat 2013 e Alicante Boushet 2013 – todos com excelente qualidade, bem equilibrados. O Egiodola já tinhamos tomado previamente e já tinha nos agradado bastante (ver esse post).
Passamos para o Pizzato Concentus Gran Reserva 2015. Foi a prova que a Pizzato era capaz de fazer um corte de excelente qualidade. São 70% de Merlot, 20% de Tannat e 10% de Cabernet Sauvignon (esses passando por barrica de carvalho americano por sua maior porosidade). São 12 meses de barrica para as 3 castas, originando um vinho com aroma de frutas negras, tabaco, bem encorpado e estruturado.
E por fim chegamos no ponto alto da degustação – o DNA99. Vinho 100% Merlot, realizado somente em safras excepcionais. O nome remete à colheita de 1999, na mesma localização das vinhas antigas de baixa produção, mesmo solo, mesmo clima, mesmo amadurecimento. Passa por 13 meses de barrica de carvalho francês de primeiro uso específico para a casta Merlot, como a utilizada na França. O resultado é esplêndido. Aromas de frutas negras, chocolate, tabaco, barro, com taninos redondos e presentes, acidez equilibrada e longo final. Forte candidato ao melhor vinho do Brasil. DW 97!
Experimentamos hoje mais um vinho da Casa Valduga, certamente uma das melhores vinícolas do Brasil.
Hoje foi a vez do Storia Merlot 2012, o varietal de Merlot top dessa vinícola. Produzido somente em safras excepcionais, com garrafas e lotes numerados.
Passa por 18 meses de barrica de carvalho francês de primeiro uso. 14% de álcool.
Degustação
Visual rubi intenso. Lágrimas densas e abundantes.
No olfato, inicialmente aroma intenso de framboesa e frutas vermelhas, evoluindo com aromas de especiarias, baunilha, vaso de barro, num bouquet intenso e muito agradável.
Na boca cumpre as expectativas, com um bom corpo e final longo, taninos redondos e macios, acidez bem equilibrada.
Certamente um dos melhores exemplares de Merlot do Brasil!
DW 95
Harmonização
Queijos maduros, carnes vermelhas, carne de caça, risoto ao funghi.
Hoje avaliamos um vinho de uma das maiores vinícolas nacionais.
A vinícola Salton foi fundada em 1910 pelos filhos de Antonio Domenico Salton, imigrante italiano que saiu da região do Vêneto em 1878, vindo para o Brasil para a região onde hoje é Bento Gonçalves.
Experimentamos o vinho Salton Desejo 2012. Um vinho 100% merlot, 13% de álcool. Produzido com uvas da Campanha Gaúcha. Passagem por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano em iguais proporções.
Degustação
Visualmente possui um coloração rubi intensa.
No olfato, aromas de frutas negras, defumado, terra molhada, chocolate, café tostado.
Na boca apresenta um corpo médio, com acidez bem equilibrada e taninos presentes e redondos. Final persistente.
DW 92.
Harmonização
Picanha assada, lombo ao forno com especiarias, miolo de alcatra com molho de parmesão, risoto de nozes, galinha à cabidela e queijos duros.
Avaliamos mais um vinho da região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo.
As uvas foram produzidas pelo vitivinicultor Márcio Verrone, que já teve outros vinhos premiados em competições nacionais.
Verrone é dono da vinícola com sede em São José do Rio Pardo, e produz uvas em Itobi e Divinolândia/SP.
Trabalham, como outras vinícolas da região, com o sistema de dupla poda. Uma poda inicial em agosto e uma segunda poda em janeiro, fazendo com que as uvas maturem no inverno, quando os dias são quentes e as noites são frias, e num período de pouca chuva. Essa ampla variabilidade de temperatura e baixo índice pluviométrico permitem o crescimento de uma uva ideal para elaboração de um vinho de qualidade.
Esse vinho Casa Verrone Gran Speciale é um corte de Cabernet Sauvignon (33%) e Cabernet Franc (67%). Passou por 12 meses de barrica francesa de primeiro uso. Ano 2015, 14% álcool.
Degustação
Coloração vermelho rubi profundo.
Aromas de pimentão, menta, frutas vermelhas, com ótima intensidade.
Na boca apresentou um corpo médio, taninos redondos e agradáveis, e boa persistência.
Vinho de ótima qualidade.
DW 91
Harmonização
Carnes vermelhas, carnes de caça.
Onde encontrar?
Opção Tratoria (Espírito Santo do Pinhal). Site Cave Nacional.
Nascida de uma antiga fazenda de café na Serra da Mantiqueira, de 150 anos, o espaço onde hoje encontramos a vinícola foi adquirida em 2002 pela família Guaspari (pronuncia-se Guaspári). Foi a origem do que eles chamaram um “sonho engarrafado”.
Foi retirada grande parte dos pés de café ali existentes, e em 2006 plantada a primeira videira. Atualmente são 50 hectares de videiras plantadas, divididas em 12 vistas.
Vista da Vinícola
São 9 uvas plantadas são: Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Petit Verdot, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier. Todas as mudas vieram da França.
As características locais são: terrenos de 800 a 1300m, com boa amplitude térmica no inverno, época da colheita devido à técnica da dupla poda. Terreno pedregoso, com boa drenagem, que constitui um terreno adequado pra uvas como Cabernet Sauvignon.
Vinhos degustados
Vale da Pedra Branco 2016
Ótimo vinho branco, produzido 100% em tanques de inox. 75% Sauvignon Blanc 25% Viognier. Álcool 13,5%. 100% em tanque de inox, sem passagem por barrica. Aromas de pêra, maracujá, abacaxi, aspargos, com corpo médio e ótima persistência na boca, como pouco se vê em vinhos de entrada. DW 89.
Vista do Lago Chardonnay 2016
Vinho branco feito 100% com Chardonnay. Um dos melhores que já tomei. Aromas marcados de menta, baunilha, frutas cítricas, especiarias, madeira. Passa por 9 meses em barrica de carvalho francês. Na boca é bem encorpado, tem ótima acidez e ótima persistência. Uma obra prima! DW 94.
Vale da Pedra Tinto 2017
Vinho tinto feito 100% com Syrah. 10 meses de barrica de carvalho. Vinho jovem, com aromas de frutas vermelhas, pimenta do reino, especiarias, muito agradável. Corpo médio, com boa persistência. Ótimo custo-benefício. DW 88.
Vista da Mata Cabernet Franc / Cabernet Sauvignon 2015
Corte de Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Vinho muito bom, bem encorpado, com boa persistência. Nos aromas, apresenta pimenta, cacau, terroso, grafite. Minha impressão é que sobressaíram os aromas terciários, talvez por um excesso de contato com barrica (foram 19 meses de barrica de carvalho francês de 1º uso). Senti falta dos aromas primários das castas. Mesmo assim, vinho de ótima qualidade, com ótima acidez e persistência. DW 93.
Essa foi uma das melhores visitas de vinícola que pude participar, mesmo quando comparadas com outros gigantes argentinos, como Norton, Luigi Bosca, Zuccardi. Visita com duração de 3 horas, explicando cada passo da vinificação, conhecendo algumas Vistas, e degustando excelentes vinhos. Imperdível.