228º encontro da Confraria dos Enófilos de Sorocaba! Com a seleção de vinhos com 95 pontos ou mais da Decanter!
Quinta dos Castelares Superior 2016!
50% Touriga Nacional, 25% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz do Douro Superior!🇵🇹
Com passagem de 6 meses em barricas de carvalho (2/3 francesa e 1/3 americana). Vinho muito agradável, taninos médio+, polidos, acidez e corpo médio. DW 93!
Les vignes de Héloïse 2019! Chateau Font Barrièle! Da AOP Costieres de Nimes, no sul do Rhone!🇫🇷
60% Syrah e 40% Grenache, 15% de álcool! Aromas de pimenta preta, frutas negras, com taninos médio+ ainda jovens, acidez média e boa persistência! DW 95!
Undurraga T.H. Cabernet Sauvignon Cauquenes 2016! Do Maule! 🇨🇱
Varietal com 13,5% de álcool, 14 meses de barricas de carvalho francês, 30% de primeiro uso. Muito herbáceo, taninos intensos, acidez média-alta! DW 95!
Dedicado gran corte 2015! Da Finca Flichman – Vale do Uco! 🇦🇷
Pertence à portuguesa Sogrape desde 1988! Corte de 77% Malbec, 10% Cabernet Franc e 13% Petit Verdot! 3 meses de barrica de 3º uso! Um malbec argentino atípico! Nariz de frutas negras, violeta, taninos médio+ sedosos, acidez e corpo médio! Um toque de finesse! DW 95!
Il Blu 2015! Podere di Brancaia! De Chianti, Toscana!🇮🇹
Primeiro vinho, criado em 88 como um supertoscano! 70% Merlot, 25% Sangiovese e 5% Cabernet Sauvignon! 20 meses em barrica de carvalho francês (2/3 novas). 14,5% de álcool! Muita cEreja madura, tostado. Corpo médio+, mastigável, tanino + poderosos! Dos Deuses! DW 98!
Ben Ryé 2016! Da Donnafugata, da ilha de Pantelleria, na Sicília!🇮🇹
Um Passito di Pantelleria! Elaborado com a casta Zibibbo (moscatel de Alejandria), com uma “viticultura heróica”, com terraços. Aqui com influência do vento Sirocco, quente, vindo do norte da África.
Ben Ryé significa “Filho do Vento”! 14,5% de álcool! Açúcar residual de 197g/L!
Coloração dourada, com aromas de casca de laranja, mel, tâmaras. Corpo médio+, acidez média alta…um vinho de sobremesa ímpar! DW 97!
A história do vinho no Douro começou há muitos séculos! Existem evidências arqueológicas do que seria uma vinícola no castelo da Fonte de Milho próximo à região da Régua, datando do final do império Romano (por volta de 300 d.C.)!
Estação Arqueológica do Alto da Fonte de Milho – Peso da Régua
Com a invasão dos muçulmanos em 711 na península Ibérica, a produção de vinho não foi proibida, mas foi desestimulada! Com a chegada dos Mouros vindos da Galícia, foi criado um novo governo em Portuscale (hoje a cidade do Porto), que seria o embrião de um novo reino, com a chegada de Henry, primo do Duque da Borgonha, que se casou com Teresa, princesa de León, em 1094. As primeiras quintas do Douro datam dessa época, como a Quinta da Folgosa (atualmente Quinta dos Frades), Paço de Monsul e Quinta de Mosteirô.
O filho de Teresa e Henry, Afonso Henriques, iniciou campanhas para expulsar os Mouros para o Sul, e recebeu ajuda das frotas Inglesas. O reino de Portugal recebeu reconhecimento pelo Papa Alexandre III em 1179, e em 1249 conquistaram o Algarve e adquiriam a forma que conhecemos hoje de Portugal! Um país com 600km de extensão e 200km de largura, cortado por 2 grandes rios – o Douro e o Tejo!
Desde então o comércio entre Portugal e Inglaterra começou a prosperar…Ingleses enviando lã e roupas, e portugueses enviando azeite, vinho e frutas.
Assim, a história do Douro e do Porto é inseparável da história de Portugal emergindo como uma nação comerciante, com a qual a Inglaterra teve uma relação muito importante!
Partindo para o século XVII…em 1689 inicia-se uma guerra entre a Inglaterra e a França, tornando inviável a importação de vinhos desta última para os ingleses, aumentando muito o consumo de vinhos portugueses na nação britânica. Em 1703 foi criado o Tratado de Methuen, que dava preferência à importação de produtos têxteis ingleses e à exportação de vinhos portugueses.
Com um aumento expressivo da demanda de vinhos portugueses, numa região com dificuldade para aumentar sua produção por suas características peculiares, muitos começaram a adulterar os vinhos! Começaram a adicionar suco de baga de sabugueiro para dar mais cor e aromas para o vinho.
Marques de Pombal
Para restaurar a qualidade dos vinhos da região, Marques de Pombal criou em 1756 a Real Companhia das Vinhas do Alto Douro, e delimitou a região produtora! Foram demarcados inicialmente 201 marcos de granito, e 5 anos depois, mais 134 marcos. A Companhia era capaz de fixar preços, taxas, proteger a autenticidade do produto (na época muito questionada), determinar quem poderia comercializar os vinhos na cidade do Porto… todos vinhos que seriam encaminhados para o Brasil deveriam passar pela Real Companhia! Várias medidas para regulamentar a produção de vinhos foram criadas. Isso obviamente não foi visto com bons olhos pelo governo britânico, que teve que começar a pagar mais pelos vinhos, mas não foi suficiente para desfazer 4 séculos de aliança anglo-lusitana.
E essa estratégia deu certo para a economia duriense! Exportações para a Inglaterra aumentaram de 12.000 pipas para 17.000 pipas 4 anos após! O preço que estava em torno de 20-30 escudos passou para 40 escudos a pipa! Apesar disso, nem todos estavam satisfeitos com as medidas pombalinas. Em 1776, a exportação de vinhos das regiões de Viana, Monção, Bairrada e Algarve foram proibidas!
Marques de Pombal continuou trabalhando no protecionismo do Douro até 1777, quando morreu o rei José I, que o colocou no cargo. E quem assumiu seu lugar ao trono foi sua filha, Maria I. Seu primeiro ato foi demitir Marques de Pombal! E com isso, várias medidas pombalinas foram canceladas, e a Real Companhia Velha perdeu sua monopolia na exportação de vinhos para o Brasil!
O Douro Superior
Somente em 10/05/1907 (146 anos depois…) a região demarcada se estendeu para o Douro Superior, com um decreto assinado por João Franco.
E em 1982 foi criada a Denominação de Origem do Douro para a produção de vinhos de VQPRD e sua regulamentação.
E agora, cerca de 250 anos depois…como estão as coisas no Douro?
O Douro corresponde atualmente a uma área de 26 mil hectares. Se divide em 3 regiões: o Baixo Corgo, o Cima Corgo e o Douro Superior.
Quais são as diferenças entre elas?
Baixo Corgo é a região mais próxima da cidade do Porto. Tem o clima mais ameno das 3, e encostas menos inclinadas. Corresponde a 14 mil hectares (51% do total). Tem menor amplitude térmica e maior índice pluviométrico (900mm). Sua produção principal vai para os vinhos do Porto Ruby e Tawny. Cidade central: Peso da Régua.
Cima Corgo é onde se encontram as quintas mais famosas. 19 mil hectares plantados (36% da produção). Cidade central: Pinhão. De onde saem muitos Porto Vintage e LBV de destaque. Tem também uma designação especial: Moscatel do Douro (fortificado).
Douro Superior: 8.700 hectares (13% da produção). Região mais quente e mais seca! Cidade central: Vila Nova de Foz Côa. Em crescimento – vários vinhedos novos.
O solo do Douro é predominantemente Xisto, com manchas de solos de origem granítica.
A região é caracterizada pela sistematização das encostas, com manejo da vinha de forma tradicional não mecanizada.
Normatização de 55L/há para tintos e rosados e 65L/há para brancos.
Castas predominantes:
Entre as tintas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão, Tinta Amarela e Tinta Francisca.
Entre as brancas: Gouveio (ou Verdelho), Malvasia Fina, Viosinho, Rabigato, Esgana Cão, Folgasão, Moscatel Galego.
O Barca Velha
A história do Douro se confunde com a do Vinho do Porto! Isso porque até 1952 não era possível fazer um vinho seco nessa região! Não havia energia elétrica, e como no Douro as temperaturas no Verão chegam a 40°, não tinha como controlar a temperatura para fermentar as uvas e formar um vinho fino seco convencional…até 1952!
Fernando Nicolau de Almeida – filho do degustador da Casa Ferreira – assumiu a posição do pai em 1950 e iniciou o seu projeto de criar um vinho seco de destaque no Douro!
Como viabilizar a fermentação das uvas? Como baixar a temperatura se não havia energia elétrica, muito menos na região isolada do Douro Superior? Simples…usar gelo!
E assim foi! À meia-noite saíam de Matosinhos (próximo da cidade do Porto) diversas embarcações cheias de gelo para até 08h da manhã estarem na Quinta do Vale Meão, onde o primeiro tinto seco nasceria! E foi em 1952 que surgiu a primeira safra do Barca Velha! Um vinho com estrutura incrível, que tinha uma excelente longevidade!
Atualmente temos a imponente e história produção de vinhos do Porto na região, ao lado de vinhos brancos e tintos secos com uma qualidade extraordinária!
Vinho do Porto
O famoso vinho do Porto é um vinho fortificado, o que significa que após o início da fermentação, que ocorre tradicionalmente em lagares de granito, ocorre a adição de aguardente vínica levando a concentração de álcool para próximo de 20%. Com isso, as leveduras não conseguem mais prosseguir a fermentação iniciada e sobra uma quantidade maior de açúcar residual, que é controlado pelo enólogo.
Tipos de Vinho do Porto
Temos dois estilos principais de vinhos do Porto: o Ruby e o Tawny. Além desses, temos em menor quantidade vinhos do Porto brancos e rosé.
O estilo Ruby se caracteriza por um estilo mais frutado, com menor tempo de passagem em madeira, em recipientes maiores – os Balseiros. Isso vai levar a uma menor oxigenação e irá manter a coloração mais viva do vinho. Podem ser divididos em Ruby (o mais simples e acessível), Ruby Reserva (estilo premium do Ruby, com qualidade um pouco superior), LBV e o Vintage, que seria o ápice de qualidade do vinho do Porto.
Quando temos uma safra excepcional, é tentado lançar o Porto Vintage. Esse vinho é enviado para o IVDP (Instituto do Vinho do Douro e do Porto) após 2-3 anos de estágio em madeira, que vai declarar se esse vinho é realmente um Vintage, de acordo com critérios de qualidade pré-estabelecidos. Se não se tornar um Vintage, o vinho permanece em madeira por mais 4 a 6 anos, quando então podem ser lançados com LBV (Late Bottled Vintage), que também possuem uma qualidade excelente.
O outro estilo é o Tawny (que significa “aloirado”). O vinho do Porto desse estilo tem passagem em barricas menores de madeira (pipas), e por isso passam por um processo oxidativo mais intenso, adquirindo características próprias. Além do estilo mais simples do vinho do Porto Tawny, que tem passagem de 3 anos em madeira, temos também o estilo Tawny Reserva (5 a 7 anos em madeira, vinho de qualidade superior ao Tawny) e o estilo envelhecido (10, 20, 30 ou 40 anos) e o Colheita.
Os envelhecidos (10 a 40 anos) são feitos com blends de safras, com um mínimo de 10 a 40 anos de estágio em madeira. Já o Colheita é um vinho do estilo Tawny realizado a partir de uma safra somente, lançado com no mínimo 7 anos de passagem em barricas, mas muitas vezes ficando por décadas até ser lançado, de acordo com a demanda.
Vinhos secos do Douro
Com a modernização das vinícolas foi possível elaborar vinhos secos com qualidade cada vez melhor! São inúmeros os vinhos secos que ganharam destaque mundialmente, com um nível de qualidade impressionante!
Em geral, os tradicionais cortes portugueses se mantem nesses vinhos icônicos, com blend das castas típicas da região, brancas ou tintas. Alguns varietais de destaque tem surgido também, em especial elaborados com a Touriga Nacional, uva nascida no Dão mas que se destaca no Douro.
Referências:
Port and the Douro – 4ª edição – Richard Mayson
Os sabores do Douro e do Minho – Marcelo Copello. Editora Senac. 2008.
Muito se tem discutido recentemente sobre o estudo chinês que mostrou que o consumo do vinho, mais especificamente o ácido tânico (que pertence à classe dos taninos), seria um fator protetor contra o COVID!
Apesar da minha paixão por vinhos e de acreditar que realmente vinho pode ter esse papel protetor, a vida nos ensina sempre a avaliar com detalhes os estudos antes de tomarmos como verdade um resultado…vide o estudo recente sobre o uso da Colchicina em Covid (o COLCORONA)…que os resultados preliminares foram maravilhosos, com redução de mortalidade com uso de colchicina, mas que analisando os resultados não chegou nem perto do que foi exposto! Redução de 44% de mortalidade com p não significativo (IC 0,16 a 1,66) é igual a NADA!!!
Bom, vamos analisar com calma então o estudo chinês publicado por Mien-Chie Hung e equipe no “Jornal Americano de Pesquisa em Câncer” (Am J Cancer Res 2020;10(12):4538-4546).
Primeiro ponto…o estudo testou o efeito do vinho ou tanino em seres humanos? A resposta é não! Foi um estudo com análise “in vitro” da ação do ácido tânico e outros componentes em cultura de células renais humanas.
Mostrou sim que o ácido tânico (bem mais que os outros componentes testados) pode inibir “in vitro” a ação de 2 enzimas essenciais para a infecção pelo SARS-CoV2 (gráfico em anexo).
Mas qual é a quantidade necessária pra o ácido tânico inibir a entrada do SARS-CoV2 na célula? Conseguiríamos atingir essa dose tomando vinho tinto (que teria maiores quantidades de tanino)? Por quanto tempo após beber um vinho o tanino vai proteger contra o SARS-CoV2? Isso não sabemos ainda!
Certamente é um resultado animador, que embasa algo que eu até acho que possa ser verdade! Mas ainda não dá pra falar que vinho protege contra COVID, o estudo não prova isso!
Então vamos com calma…podemos continuar a tomar e curtir nosso vinho, mas não vamos baixar a guarda para todo o resto dos cuidados que sabemos que nos protege contra o COVID!
Fizemos a visita acompanhada pelo Engenheiro Agrônomo Álvaro – que trabalha na casa há décadas e não esconde sua paixão pelo Douro e por tornar a Quinta das Carvalhas uma das melhores da região!
Foi uma longa visita cheio de filosofia! Muito interessante!
O Douro!
Conhecido mundialmente pelo vinho do Porto, foi a primeira região demarcada em 1756 por Marques de Pombal.
Mas quando falamos dos vinhos secos do Douro, nem todos conhecem o seu potencial!
Na verdade, por dificuldades de acesso local, por não haver energia elétrica em grande parte do Douro até por volta da década de 60, nem tinha muito como pensar em fazer vinho seco. As temperaturas mais amenas necessárias para a fermentação não poderiam ser atingidas facilmente. Basta lembrar do primeiro vinho seco do Douro…o Barca Velha 1952. Precisaram trazer gelo da região de Matosinhos, mais próximo do Porto, para que se atingisse as condições necessárias para sua elaboração.
Além disso, com as encostas do Douro, é impossível fazer um vinho larga produção, colheita mecanizada pra ter um vinho de entrada com preço competitivo com os sul-americanos, australianos ou sul-africanos.
A colheita só pode ser manual! A produção por videira já é limitada pelas características do terroir local!
A natureza já se encarregou desses detalhes para resultar em uvas de qualidade!
Pensando agora nos consumidores… podemos imaginar uma pirâmide.
Sua base, em torno de 80% dos consumidores, são aqueles que querem um vinho barato, simples, não buscam complexidade de texturas, aromas e sabores. Para esses, os vinhos do novo mundo se encaixam melhor. O Douro, por todas dificuldades já discutidas, não conseguem entregar um produto com um valor muito baixo.
15% já tem um conhecimento de vinho, e buscam algo mais complexo do que vinhos simples de entrada. Aqui, a região do Douro já tem muito a oferecer.
E 5% buscam o que há de melhor em vinhos. Novamente, o Douro é o lugar para oferecer isso! Ícones com Barca-Velha, Quinta do Vale Meão; diversos vinhos originados das mágicas e complexas vinhas velhas (Abandonado, Vinha Maria Teresa do Crasto…), isso sem falar nos Vinhos do Porto Vintage, que são um capítulo a parte!
Explicação desenhada por um pedaço de Xisto, composto do terroir local
Esse deve ser o foco dos vinhos do Douro. Essa parcela de cerca de 20% dos consumidores que entendem um pouco mais de vinho, e que devem saber que tesouros engarrafados o Douro pode nos entregar!
Degustamos no final desse passeio pelas origens, dificuldades e caraterísticas de terroir local, os seguintes vinhos:
•Douro Doc Branco: corte de Viosinho e Gouveio, dos pontos mais altos das vinhas (mais frio…amadurece menos, tem maior acidez). Aromas florais, minetal, com um bom corpo e acidez. 50% com estagio em barricas de carvalho francês.
•Tinta Francisca 2014: interessantíssimo! Varietal dessa casta delicada que em vários aspectos lembra um “Pinot Noir” do Douro! Saboroso, leve. Muito gostoso.
•Touriga Nacional 2015: seguimos para a casta clássica da região, um vinho potente, com aromas de frutas negras maduras, groselha.
•Carvalhas Vinhas Velhas: espetacular! 45 castas misturadas em videiras de 95 a 107 anos de idade! Muita fruta negra madura, taninos potentes, longa persistência! Divino!
•Carvalhas Porto Vintage 2007: ótimo vintage do Porto!
Considerada uma das uvas mais elegantes, é também uma das mais sensíveis às variações climáticas e de solo. Uva tinta ícone da região da Borgonha – França, e componente de grande parte dos vinhos de Champagne, ao lado da Chardonnay.
Degustamos a seguinte sequência:
🇧🇷 130 blanc de noir – Casa Valduga
Ótimo espumante brasileiro feito pelo método champenoise, com 36 meses de autólise de leveduras. Buquê muito agradável, bom na boca, doçura um pouco a cima para um Brut.
🇩🇪 Kloster Eberbach Pinot noir 2016!
Da região de Rheingau, Alemanha.
Aromas de cogumelos, azeitona,
Boa intensidade, muito agradável.
Acidez média-alta, persistência média.
🇧🇷 Terragnolo Pinot Noir Loess 2015!
Da região do Vale dos Vinhedos.
Passagem de 12 meses em barrica de carvalho francês, 15% de álcool!
Nariz agradavel com aromas de madeira predominando. Na boca, taninos bem presentes, acidez média, longa persistência. Ótimo Pinot brasileiro!
🇺🇸 Lost Angel 2015!
Da região da Califórnia – EUA.
Blend de 82% pinot noir e 18% syrah! 13,5% de álcool.Aroma muito frutado,
Acidez média, boa persistência. Taninos leves, pronto para beber.
🇺🇸 The Crusher 2016!
Vinícola Sebastiani, de Clarksburg, sub-região de Sacramento, na California – EUA. Considerado “Best Buy” de 2018! Um dos mais vendidos no ano. E confirmou a fama. Muito gostoso de beber, num preço acessível. Aromas de cogumelos, frutas vermelhas, herbáceo.
Na boca bom corpo, acidez média, persistência média.
🇦🇷 Primogénito Sangre Azul Pinot Noir 2016!
Pinot Noir da região da Patagônia – Argentina. 13,7% de álcool, com passagem de 15 meses de barrica de carvalho francês de 2º uso. Nariz típico da Pinot Noir, com taninos presentes, bom corpo, persistência média.
🇨🇱 Talinay Pinot Noir 2015!
Vinho chileno da região do vale do Limarí. Linha top da vinícola Tabali, mais uma vez surpreendendo com a qualidade dos seus vinhos. 13,5% do álcool. Aromas de frutas vermelhas, mineral, terroso. Bom corpo, acidez média-alta, persistencia média! Recebeu RP 91+.
🇨🇱 Clos des Fous – Subsollum 2013!
Vinho de alma francesa, da região de vale do Malleco – Chile! De 3 sócios franceses (François Massoc, Paco Leyton e Alberto Cassuen) e Pedro Parra – especialista em terroir. Nariz típico de pinot noir, com frutas vermelhas, com azeitonas, cogumelos. Boca bem estruturada, com acidez média-alta, longa persistência!
🇳🇿 Schubert Block B Pinot Noir 2010!
Espetacular!!! Excelente Pinot Noir da Nova Zelândia, da região de Wairarapa, com passagem de 16 meses em barricas de carvalho francês, 50% de 1º uso e 50% 2º uso. Buquê maravilhoso, frutas vermelhas maduras, pimenta, mineral.
Na boca, bem estruturado, longa persistência, boa acidez!
🇫🇷 Vosne Romanée 1er Cru Les Rouges Dominique Laurent 2015!
Pinot Noir da Borgonha! Proveniente de somente 2 hectares de vinhas velhas!Espetacular! Buquê muito complexo, cerejas, frutas vermelhas, cogumelos, azeitona. Na boca, divino! Taninos potentes e elegantes, ótima acidez, longa persistência.
🇺🇸 Laetitia 2012 Pinot Noir!
Pinot poderosíssimo de Santa Barbara County – California – EUA. Sob comando de Selim Zilkha, um iraquiano que foi pra os EUA e em 1998 adquiriu a vinícola Laetitia! Buquê maravilhoso, repleto de aromas de frutas vermelhas, azeitona. Taninos potentes, longa persistência. Se encaixou perfeitamente com o jantar, Bouf Bourguigon, prato típico da região da Borgonha.
Todo mundo procura vinhos que sejam bons e baratos.
Mas o que está envolvido no preço do vinho?
Tem muita coisa envolvida além simplesmente da marca e reconhecimento da vinícola.
Desde o trabalho no campo… a produção menor por pé, cerca de 1 a 2kg por pé, resultam em uvas com qualidade melhor mas em quantidade bem menor (uvas do tipo vitis labrusca – americana, que é utilizada para vinhos de mesa mais simples, podem produzir bem mais…até 20kg por pé, mas obviamente com qualidade inferior).
A colheita manual precisa de mais mão-de-obra do que a mecanizada, mas resulta em uvas de melhor qualidade.
A passagem por barricas de carvalho de 1º uso também exige um investimento maior…uma barrica custa mais de 10.000 reais.
Tudo isso tem que ser passado para o preço final do vinho.
Ou seja, não dá pra comprar um vinho excelente por um preço muito barato…
Mas é possível comprar vinhos bons a preços justos.
Para tentar tornar mais objetiva essa avaliação, resolvi começar a analisar a relação de custo-benefício dos vinhos…quantos reais precisamos gastar para cada ponto do vinho avaliado.
Realizarei essa análise dos vinhos nos próximos meses para ver a possibilidade de determinar uma faixa de pontuação seja mais atrativa para aqueles que procuram opções mais custo-efetivas.