O Douro e a Quinta das Carvalhas

Fizemos a visita acompanhada pelo Engenheiro Agrônomo Álvaro – que trabalha na casa há décadas e não esconde sua paixão pelo Douro e por tornar a Quinta das Carvalhas uma das melhores da região!

Foi uma longa visita cheio de filosofia! Muito interessante!

O Douro!

Conhecido mundialmente pelo vinho do Porto, foi a primeira região demarcada em 1756 por Marques de Pombal.

Mas quando falamos dos vinhos secos do Douro, nem todos conhecem o seu potencial!

Na verdade, por dificuldades de acesso local, por não haver energia elétrica em grande parte do Douro até por volta da década de 60, nem tinha muito como pensar em fazer vinho seco. As temperaturas mais amenas necessárias para a fermentação não poderiam ser atingidas facilmente. Basta lembrar do primeiro vinho seco do Douro…o Barca Velha 1952. Precisaram trazer gelo da região de Matosinhos, mais próximo do Porto, para que se atingisse as condições necessárias para sua elaboração.

Além disso, com as encostas do Douro, é impossível fazer um vinho larga produção, colheita mecanizada pra ter um vinho de entrada com preço competitivo com os sul-americanos, australianos ou sul-africanos.

A colheita só pode ser manual! A produção por videira já é limitada pelas características do terroir local!

A natureza já se encarregou desses detalhes para resultar em uvas de qualidade!

Pensando agora nos consumidores… podemos imaginar uma pirâmide.

Sua base, em torno de 80% dos consumidores, são aqueles que querem um vinho barato, simples, não buscam complexidade de texturas, aromas e sabores. Para esses, os vinhos do novo mundo se encaixam melhor. O Douro, por todas dificuldades já discutidas, não conseguem entregar um produto com um valor muito baixo.

15% já tem um conhecimento de vinho, e buscam algo mais complexo do que vinhos simples de entrada. Aqui, a região do Douro já tem muito a oferecer.

E 5% buscam o que há de melhor em vinhos. Novamente, o Douro é o lugar para oferecer isso! Ícones com Barca-Velha, Quinta do Vale Meão; diversos vinhos originados das mágicas e complexas vinhas velhas (Abandonado, Vinha Maria Teresa do Crasto…), isso sem falar nos Vinhos do Porto Vintage, que são um capítulo a parte!

Explicação desenhada por um pedaço de Xisto, composto do terroir local

Esse deve ser o foco dos vinhos do Douro. Essa parcela de cerca de 20% dos consumidores que entendem um pouco mais de vinho, e que devem saber que tesouros engarrafados o Douro pode nos entregar!

Degustamos no final desse passeio pelas origens, dificuldades e caraterísticas de terroir local, os seguintes vinhos:

•Douro Doc Branco: corte de Viosinho e Gouveio, dos pontos mais altos das vinhas (mais frio…amadurece menos, tem maior acidez). Aromas florais, minetal, com um bom corpo e acidez. 50% com estagio em barricas de carvalho francês.

•Tinta Francisca 2014: interessantíssimo! Varietal dessa casta delicada que em vários aspectos lembra um “Pinot Noir” do Douro! Saboroso, leve. Muito gostoso.

•Touriga Nacional 2015: seguimos para a casta clássica da região, um vinho potente, com aromas de frutas negras maduras, groselha.

•Carvalhas Vinhas Velhas: espetacular! 45 castas misturadas em videiras de 95 a 107 anos de idade! Muita fruta negra madura, taninos potentes, longa persistência! Divino!

•Carvalhas Porto Vintage 2007: ótimo vintage do Porto!

Visita excelente, inesquecível!

Noite da Pinot Noir

Considerada uma das uvas mais elegantes, é também uma das mais sensíveis às variações climáticas e de solo. Uva tinta ícone da região da Borgonha – França, e componente de grande parte dos vinhos de Champagne, ao lado da Chardonnay.

Degustamos a seguinte sequência:

🇧🇷 130 blanc de noir – Casa Valduga

Ótimo espumante brasileiro feito pelo método champenoise, com 36 meses de autólise de leveduras. Buquê muito agradável, bom na boca, doçura um pouco a cima para um Brut.

🇩🇪 Kloster Eberbach Pinot noir 2016!

Da região de Rheingau, Alemanha.

Aromas de cogumelos, azeitona,

Boa intensidade, muito agradável.

Acidez média-alta, persistência média.

🇧🇷 Terragnolo Pinot Noir Loess 2015!

Da região do Vale dos Vinhedos.

Passagem de 12 meses em barrica de carvalho francês, 15% de álcool!

Nariz agradavel com aromas de madeira predominando. Na boca, taninos bem presentes, acidez média, longa persistência. Ótimo Pinot brasileiro!

🇺🇸 Lost Angel 2015!

Da região da Califórnia – EUA.

Blend de 82% pinot noir e 18% syrah! 13,5% de álcool.Aroma muito frutado,

Acidez média, boa persistência. Taninos leves, pronto para beber.

🇺🇸 The Crusher 2016!

Vinícola Sebastiani, de Clarksburg, sub-região de Sacramento, na California – EUA. Considerado “Best Buy” de 2018! Um dos mais vendidos no ano. E confirmou a fama. Muito gostoso de beber, num preço acessível. Aromas de cogumelos, frutas vermelhas, herbáceo.

Na boca bom corpo, acidez média, persistência média.

🇦🇷 Primogénito Sangre Azul Pinot Noir 2016!

Pinot Noir da região da Patagônia – Argentina. 13,7% de álcool, com passagem de 15 meses de barrica de carvalho francês de 2º uso. Nariz típico da Pinot Noir, com taninos presentes, bom corpo, persistência média.

🇨🇱 Talinay Pinot Noir 2015!

Vinho chileno da região do vale do Limarí. Linha top da vinícola Tabali, mais uma vez surpreendendo com a qualidade dos seus vinhos. 13,5% do álcool. Aromas de frutas vermelhas, mineral, terroso. Bom corpo, acidez média-alta, persistencia média! Recebeu RP 91+.

🇨🇱 Clos des Fous – Subsollum 2013!

Vinho de alma francesa, da região de vale do Malleco – Chile! De 3 sócios franceses (François Massoc, Paco Leyton e Alberto Cassuen) e Pedro Parra – especialista em terroir. Nariz típico de pinot noir, com frutas vermelhas, com azeitonas, cogumelos. Boca bem estruturada, com acidez média-alta, longa persistência!

🇳🇿 Schubert Block B Pinot Noir 2010!

Espetacular!!! Excelente Pinot Noir da Nova Zelândia, da região de Wairarapa, com passagem de 16 meses em barricas de carvalho francês, 50% de 1º uso e 50% 2º uso. Buquê maravilhoso, frutas vermelhas maduras, pimenta, mineral.

Na boca, bem estruturado, longa persistência, boa acidez!

🇫🇷 Vosne Romanée 1er Cru Les Rouges Dominique Laurent 2015!

Pinot Noir da Borgonha! Proveniente de somente 2 hectares de vinhas velhas!Espetacular! Buquê muito complexo, cerejas, frutas vermelhas, cogumelos, azeitona. Na boca, divino! Taninos potentes e elegantes, ótima acidez, longa persistência.

🇺🇸 Laetitia 2012 Pinot Noir!

Pinot poderosíssimo de Santa Barbara County – California – EUA. Sob comando de Selim Zilkha, um iraquiano que foi pra os EUA e em 1998 adquiriu a vinícola Laetitia! Buquê maravilhoso, repleto de aromas de frutas vermelhas, azeitona. Taninos potentes, longa persistência. Se encaixou perfeitamente com o jantar, Bouf Bourguigon, prato típico da região da Borgonha.

Segue o painel:

Gravas Blancas Vs Pouilly-Fumé La Demoiselle de Bourgeois

Colocamos frente a frente 2 vinhos de Sauvignon blanc poderosos.

De um lado, o Sauvignon blanc da linha premium da famosa vinícola chilena Concha Y Toro! O Gravas Blanc 2016.

E é realmente muito bom! Chileno, da região de Bio-Bio (uma das mais regiões mais ao sul!). 15% com passagem de 8 meses em barricas de carvalho francês, o restante em tanques de inox. Coloração amarelo palha, com aromas de frutas tropicais, alguns toques cítricos, mineral. Na boca é bem agradável, tem um bom corpo, acidez média, longa persistência. DW 94!

Parecia que não seria tão fácil vencer o branco da poderosa Concha Y Toro.

Mas o francês mostrou a que veio…não é à toa que eles tem essa fama…não é à toa que fazem excelentes vinhos há séculos.

Pouilly-Fumé La Demoiselle de Bourgeois 2012! Da região do alto do Vale do Loire, ao norte de Bourdeaux. Ao lado de umas das regiões mais famosas pelos seus Sauvignon blancs – a região de Sancerre.

No nariz, os aromas eram intensos e complexos…goiaba vermelha (!), maracujá, carambola, limão siciliano. Na boca, divino! Acidez média-alta, extremamente sedoso, longa persistência! Ganhou com sobra! (lembrando que o custo do francês é praticamente o dobro do chileno). DW 97!

Noite dos Merlots

Fizemos uma degustação às cegas de 8 Merlots do mundo!

A Merlot, que é a uva vinhos icônicos franceses de Bordeaux, em especial da região de Pomerol, e que vem se estabelecendo como a uva do Brasil (assim como o Malbec na Argentina, Carmenère no Chile e Tannat no Uruguai).

É a uva tinta da primeira D.O. Brasileira…a D.O. Vale dos Vinhedos!

Iniciamos a noite com um merlot branco (uva merlot vinificado como branco, sem contato com a casca). Um dos poucos existentes no mundo. Código Merlot Blanc da vinícola argentina Solandes. Aromas de defumado, resina, com um corpo médio, retrogosto repetindo os aromas. DW 89!

Degustamos 3 vinhos brasileiros, 2 franceses, 1 italiano, 1 uruguaio e 1 chileno.

E o resultado nos surpreendeu!

O melhor vinho da noite segundo a maioria foi…brasileiro!

MILANTINO Merlot 2004! Vinho com coloração granada, com aromas de couro, pimenta-preta, alcaçuz, com um bom corpo, sedoso, acidez bem equilibrada…dei 95 pontos! Apostamos que seria algum francês às cegas!

O segundo melhor foi…brasileiro também!

ERA DOS VENTOS Merlot 2012! Vinho com um buquê intenso e complexo, com aromas de frutas vermelhas, defumado, couro, estrebaria; acidez média-alta, taninos bem presentes e redondos, longa persistência! Excelente! DW 95 pontos!

E o terceiro melhor da noite foi uruguaio!

GARZON Single Vineyard Merlot 2016! Aromas de tabaco, tostado, pimenta negra, um pouco de carvalho. Na boca, acidez média-alta, taninos firmes, longo final. DW 95!

Segue a lista dos vinhos na ordem de serviço, com a minha pontuação dada às cegas (antes de apresentar os rótulos)!

1. Château La Rose Vosel 2015 – Lalande de Pomerol / Bordeaux (FRA): 92 pts

2. Milantino Merlot 2004 (BRA): 95 pts

3. Château de Landiras 2014 – Graves / Bordeaux (FRA): 88 pts

4. Era dos Ventos Merlot 2012 (BRA): 95 pts

5. La Roncaia 2015 – Friuli (ITA): 92 pts

6. Garzon Single Vineyard Merlot 2016 (URU): 95 pts

7. Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2014 – Apalta (CHI): 94 pts

8. Lídio Carraro Merlot 2008 (BRA): 91 pontos

O merlot brasileiro já foi destaque em degustações anteriores realizadas no exterior. Um exemplo foi a degustação conduzida pelo Master Sommelier Dirceu Vianna Jr na Inglaterra, com merlots do mundo, que custavam na faixa de 15 a 45 reais na Inglaterra. O Brasil teve 8 vinhos no top 10. Mais detalhes nesse link!

Escore de Custo-Benefício

Será que vale a pena comprar esse vinho?

Todo mundo procura vinhos que sejam bons e baratos.

Mas o que está envolvido no preço do vinho?

Tem muita coisa envolvida além simplesmente da marca e reconhecimento da vinícola.

Desde o trabalho no campo… a produção menor por pé, cerca de 1 a 2kg por pé, resultam em uvas com qualidade melhor mas em quantidade bem menor (uvas do tipo vitis labrusca – americana, que é utilizada para vinhos de mesa mais simples, podem produzir bem mais…até 20kg por pé, mas obviamente com qualidade inferior).

A colheita manual precisa de mais mão-de-obra do que a mecanizada, mas resulta em uvas de melhor qualidade.

A passagem por barricas de carvalho de 1º uso também exige um investimento maior…uma barrica custa mais de 10.000 reais.

Tudo isso tem que ser passado para o preço final do vinho.

Ou seja, não dá pra comprar um vinho excelente por um preço muito barato…

Mas é possível comprar vinhos bons a preços justos.

Para tentar tornar mais objetiva essa avaliação, resolvi começar a analisar a relação de custo-benefício dos vinhos…quantos reais precisamos gastar para cada ponto do vinho avaliado.

Realizarei essa análise dos vinhos nos próximos meses para ver a possibilidade de determinar uma faixa de pontuação seja mais atrativa para aqueles que procuram opções mais custo-efetivas.

Em breve novidades aqui, no doctorwinebrasil.com.

Top 100 – 2018

Retrospectiva 2018!

Cada enófilo percorre sua trilha no decorrer do ano. São “viagens” para diversos terroirs do mundo, em busca de aromas, sabores, sensações diferentes.

Tento trazer aqui o que eu vivi de melhor nesse 2018…o Top 10, com aqueles que brilharam nas minhas papilas gustativas, e o Top 100, com o que eu conheci de melhor nessa trajetória!

Top 10 – 2018

Os melhores vinhos degustados durante esse ano de 2018!

Malhadinha – Alentejo 🇵🇹

Brancaia Chianti Riserva 🇮🇹

Sessentani – Primitivo di Manduria 🇮🇹

San Roman 🇪🇸

Don Melchor 🇨🇿

VIK Red Blend 🇨🇿

Gran Enemigo Gualtallary 🇦🇷

DV Catena Adrianna Vineyard Malbec 🇦🇷

Luiz Valduga Corte 1 🇧🇷

DNA 99 🇧🇷

Top 100 – 2018

Velho Mundo

PORTUGAL 🇵🇹

Malhadinha – Alentejo

Quinta de São José Grande Reserva Douro

Quinta dos Castelares Grande Reserva 2011

Sino da Romaneira 2011 Douro

Quinta da Romaneira Syrah 2013

Herdade do Arrepiado Velho – Tradição Tinto

Quinta da Gaivosa Tinto

Abandonado – Alves de Sousa

Chryseia Douro 2011

Churchill’s Estates Douro 2011

Quinta dos Roques 2015 Dão

Cortes de Cima Tinto

Cortes de Cima Dois Terroirs

Coragem Touriga Nacional

Quinta da Romaneira Vintage Porto 2011

ESPANHA 🇪🇸

San Roman Tinto

ITÁLIA 🇮🇹

Brancaia Chianti Riserva

Sessentani Primitivo de Manduria

F Negroamaro

Aglianico del Vulture Piano del Cerro 2015

Amaranta Montepulciano de Abruzzo

Amarone Tommasi

Brunello de Montalcino Caprili 2013

Garofoli Grosso Agontano 2012

FRANÇA 🇫🇷

Chateauneuf-du-pape Marius Michaud 2015

Chateauneuf-du-pape Chateau de la Gardine 2015

ISRAEL 🇳🇮

Yarden Syrah

LÍBANO 🇱🇧

Chateau Musar

Novo Mundo

ARGENTINA 🇦🇷

D.V. Catena Adrianna Vineyard 2013

Nicolas Catena Zapata 2013

Gran Enemigo Gualtallary

Nicola Catena Parcela Bonarda 2013

Siesta en el Tahuantinsuyu Malbec 2014

Alta vista Terroir Selection Malbec 2013

Bramare Malbec Uco Valley

Bodega del fin del mundo special blend 2015

Mosquita Muerta Blend de tintas

Pulenta Estate IX Pinot Noir

Zuccardi Finca Piedra Infinita

Escorihuela Gascon – Pequenas Producciones Syrah

CHILE 🇨🇿

VIK Red Blend

El Incidente – Viu Manent

Don Melchor

EPU

Almaviva

Caballo Loco Gran Cru Sagrada Família

Clos Apalta

Montes Alpha M

Purple Angel

Montes Folly

Neyen Espiritu de Apalta

Don Maximiano

RHU de Alcohuaz 2013

Pehuén Carmenère 2013

URUGUAI 🇺🇾

Garzón Balasto

Garzón Singlevineyard Tannat

Garzón Petit Clos

AUSTRALIA 🇦🇺

Heartland Shiraz

ÁFRICA DO SUL 🇿🇦

Groot Constantia Shiraz 2009

BRASIL 🇧🇷

Luiz Valduga Corte 1

DNA 99 2011

Storia Merlot 2012

Milantino Gran Reserva 2005

Lote 43 Miolo

Pizzato Concentus

Guaspari Vista da Serra Syrah 2015

Lidio Carraro Merlot 2011 (Grande Vindima)

Monte Alegre Pinot Noir Atelier Tormentas

Almaúnica 4 castas 2014

Branco

Fèvre-Fèvre Chablis 🇫🇷

Saint Cosme Condrieu 🇫🇷

Pizzato Legno Chardonnay 🇧🇷

Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2017 🇵🇹

Pera Manca Branco 2013 🇵🇹

Cartuxa Évora Colheita Branco 🇵🇹

Dona Maria Amantis Reserva Branco 🇵🇹

Herdade Grande Reserva branco 2013 🇵🇹

Verdicchio dei Castelli di Jesi Clássico 2016 🇮🇹

Scaia Garganega / Chardonnay 2016 🇮🇹

The Anchorman Nederburg 2015 – Chenin blanc 🇿🇦

H3 Chardonnay 2011 🇺🇸

Clearwater Cove Sauvignon Blanc 2017 🇳🇿

Bramare Los Arbolitos Chardonnay 🇦🇷

Leyda Garuma Vineyard Sauvignon Blanc 🇨🇿

Santa Rita Floresta Sauvignon Blanc 🇨🇿

Matetic EQ Sauvignon Blanc 🇨🇿

Matetic EQ Chardonnay 🇨🇿

Casas del bosque Riesling 🇨🇿

Susana Balbo Signature Barrel Fermented Torrontés 🇦🇷

San Pedro de Yacochuya Torrontés 2016 🇦🇷

Terragnolo Greda Chardonnay 🇧🇷

Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay 🇧🇷

Era dos Ventos – Peverella 2014 (laranja) 🇧🇷

Oremus Tokaji Late Harvest 🇭🇺

Espumante

Pizzato Vertigo Nature 🇧🇷

Miolo Millésime 🇧🇷

Cave Geisse Terroir Nature 🇧🇷

Casa Valduga 130 Blanc de blancs 🇧🇷

Casa Valduga Sur Lie 🇧🇷

Champagne Taittinger Brut 🇫🇷

Viu Manent

A Bodegas Viu foi fundada em 1935 por Miguel Viu Garcia, e seus filhos . Ficou famosa na primeira metade do século pelo slogan “Salud con Vinos Viu”.

Em 1966 compraram a Fazenda San Carlos de Cunacó, uma antiga fazenda localizada no Vale de Colchagua. Eram 150 hectares de castas nobres francesas trazidas na fase pré-filoxera (praga que devastou grande parte dos vinhedos europeus por volta do ano de 1863).

Atualmente, além dos vinhedos de San Carlos, possuem também vinhos em El Olivar e La Capilla (50 e 60 hectares), todos no vale de Colchagua.

Foi a primeira vinícola chilena a ter um vinho com rótulo varietal de Malbec em 1993 (que predomina na vizinha Argentina), e hoje faz seu vinho ultra-premium – Viu 1 – com essa casta pouco produzida no Chile.

Após conhecer a vinícola, degustamos os seguintes vinhos:

Secreto Sauvignon Blanc 2017

85% de sauvignon blanc, e 15% de…segredo! Aromas de frutas tropicais, com acidez média alta, corpo e persistência média. DW 92!

Secreto Carmenère 2017

85% de Carmenère, e 15% de, novamente…segredo! Aromas de pimentão, fruta vermelhas, na boca com acidez média-alta, taninos presentes e redondo persistência média. DW 89!

Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2017

Aromas de frutas vermelhas, pimentão, com ácidez média-alta, taninos presentes, corpo médio e persistênciq longa. DW 89!

Single Vineyard Malbec San Carlos 2015

Buque complexo, com frutas vermelhas, carvalho, na boca bem sedoso, acidez média, taninos potentes e redondos, longa persistência. DW 95!

Single Vineyard Syrah El Olivar Alto 2016

Aromas potentes de frutas negras, pimentão, com carvalho bem equilibrado (aromas terciários). Taninos fortes e agradáveis, acidez média alta, longa persistência, com retrogosto divino. DW 96!

Acima desses, possuem ainda um Carmenère maravilhoso (El incidente) e o ultra-premium de malbec Viu 1.

Viña Montes

A Viña Montes se situa no coração de Apalta, no vale de Colchagua.

Vinícola moderna, com características de design baseasas na filosofia feng-shui e barricas de vinho premium evoluindo aos sons de cantos gregorianos!

Sala de barricas dos vinhos premium

Suas atividades se iniciaram em 1987.

Tem vinícolas também na Argentina (com nome Kaiken) e no Napa Valley (com nome Napa Angel).

Degustamos os seguintes vinhos:

Montes Outer Limits Pinot Noir 2016

Do terroir de Zapallar Coast – Aconcágua, próximo à costa.

Coloração rubi claro, com aromas de azeitona, cogumelos, frutas vermelhas. Na boca, bem encorpado, acidez média-alta, taninos presentes, discretos, com longa persistência. Ótimo Pinot Noir! DW 95!

Montes Alpha Chardonnay 2016

Do vale do Aconcagua. 6m de barrica de carvalho francês.

Coloração amarelo dourada, no nariz tem frutas tropicais presentes, com toques de carvalho, sem esconder os aromas primários da casta. Na boca, acidez média-menos, com corpo médio, e longa persistência, com um retrogosto amendoado muito agradável. DW 94!

Montes Alpha Carmenère 2016

Do vale de Apalta, em Colchagua.

Coloração rubi, com aromas de frutas vermelhas, amora, ameixa, tons adoçicados de baunilha, carvalho. Na boca, bem equilibrado, com acidez e corpo médios, taninos discretos, longa persistência, com sabor residual de chocolate amargo. DW 91!

Montes Alpha Syrah 2016

Do vale de Apalta, em Colchagua. Como todos da linha Montes Alpha, com passagem de 12 meses em barrica de carvalho francês de 2º uso.

Coloração rubi profunda, com aromas de pimenta negra, especiarias, carvalho, frutas negras. Na boca, boa acidez, taninos presentes e redondos, longa persistência, retrogosto muito agradável. DW 95!

Linha Ultra-premium

Todos vinhos dessa linha passam por 18 meses de barrica de carvalho francês de primeiro uso. E todos vem do terroir de Apalta, no vale de Colchagua.

Montes M 2015

Blend de 80% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 5% Merlot e 5% Petit Verdot. 14% de álcool.

Coloração rubi muito profunda, com aromas de frutas negras, cassis, tostado; na boca é bem sedoso, encorpado, taninos presentes, intensos e redondos, longa persistência. DW 98!

Purple Angle 2015

92% Carmenère e 8% Petit Verdot. 15% de álcool.

Coloração rubi profundo, com pimentão verde, frutas vermelhas. Na boca, taninos presentes e redondos, acidez média, longa persistência. DW 97!

Montes Folly 2015

100% Syrah.

Coloração rubi profunda, com aromas de pimenta preta, especiarias. Na boca, taninos intensos mas redondos, acidez na medida, longuíssima e muito agradável persistência. DW 97!

E o Montes Taita?

Infelizmente, está esgotado. Taita significa “padre”, ou “pai” em português. Ícone da vinícola, somente em safras especiais. Último de 2011. Existe um boato que safra de 2018 pode originar o próximo Montes Taita, que deve sair no mercado em 2021. É a obra-prima do enólogo Aurélio Montes.

Barrica com conteúdo misterioso na sala dos vinhos premium…

Concha Y Toro

Visitamos a poderosa Concha Y Toro. Maior produtora e exportadora de vinhos do Chile. Representa 37% do mercado interno e 31% das exportações.

Fundada em 1883 por Don Melchor de Concha Y Toro, hoje menos de 2% das ações estão com a família.

Tem mais de 10.000 hectares, alguns fora do Chile (em Mendoza por exemplo- é dona da Trivento).

Jardins ao estilo europeu

O vinho mais conhecido mundialmente é o da linha de entrada – Casillero del diablo.

A famosa bodega Casillero del Diablo

Como esperado, a visita teve um caráter mais comercial, mas a opção de visita Marques de Casa Concha nos apresentou ótimos vinhos (num total de 7 vinhos).

Foram 4 da linha Marques de Casa Concha (Chardonnay, Pinot Noir, Merlot e Syrah), um Sauvignon Blanc Trio, e dois Terrunyo (Carmenère e Cabernet Sauvignon).

Todos muito bons. Para as análises individuais acesse doctorwinebrasil.com!

Tem opções de degustação sem visita de vinhos premium, tais como Carmín de Peumo (top Carmenère), Don Melchor (top de Cabernet Sauvignon), Gravas del Maipo (top Syrah), Amélia (top Chardonnay)…o ícone feito em parceria com a vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild – Almaviva, fica só na vontade (EPU, o de entrada dessa parceria, pode ser degustado).

Linha Marques de Casa Concha

Chardonnay 2017

Do Limarí. Coloração amarelo dourado claro, com aromas de frutas tropicais, amêndoas, baunilha, carvalho. Na boca, acidez média, longa persistência, bem sedoso e encorpado. DW 93!

Pinot Noir 2017

Do Limarí. Coloração rubi claro, com aromas de frutas frescas, morango, cogumelos, toques herbáceos. Na boca, acidez e corpo médio, longa persistência, taninos leves. DW 92!

Merlot 2015

Do Maule. Coloração rubi, com aromas de defumado, frutas vermelhas, vegetal, pimentão. Na boca, taninos presentes e médios, acidez média para alta, boa persistência, reforçando os aromas sentidos, com retrogosto de café, chocolate. DW 94!

Syrah 2015

Passagem de 16 meses em barricas de carvalho francês. Coloração rubi profunda, com aromas de especiarias, oregano, condimentos, pimenta negra. Na boca, boa acidez, taninos presentes e redondos, longa persistência, gosto de carne curada. DW 94!

Trio Sauvignon Blanc 2017

Uvas do vale de Casablanca.

Colorção amarelo esverdeado, com aromas de maça verde, abacaxi. Na boca, apresenta corpo e acidez média, longa persistência. DW 91!

Terrunyo Carmenère 2016

Carmenère da região de Peumo.

Colracao rubi, com aromas de frutas vermelho, cerejas frescos, madeira, suave em boca, corpo e tanino medio, boa persistencia, retrogosto divino! DW 92!

Terrunyo Cabernet Sauvignon 2016

Cabernet Sauvignon da região de Pirque, em Maipo, onde está instalada a bodega. Seria um abaixo do famoso Don Melchor, o ícone da Concha Y Toro com uvas produzidas nessa mesma região.

Coloração rubi profundo, com aromas de com aromas de frutas vermelhas, pimentão, carvalho. Na boca, taninos presentes e potentes, picante, com corpo médio, acidez média, longa persistência. DW 94!

Bodegas RE

Projeto paralelo da família Morandé, com objetivo de fazer vinhos de uma forma totalmente inusitada. Blend improváveis, ânforas de argila…tudo para desafiar qualquer grande conhecedor de vinhos.

Sua filosofia é: REinventar, REcriar, REvisitar!

Tudo isso no vale do Casablanca, muito famoso hoje em dia pelos vinhos brancos e tintos de pinot noir e syrah, o que levou diversas bodegas a adquirir terrenos nessa região, mas que não tinha nenhuma produção vitivinícola até a chegada so seu primeiro desbravador: Pablo Morandé!

Pinotel 2017

Feito com 85% Pinot Noir e 15% Pastilha ou Moscatel Rosado do vale do Maule.

Coloração rosada, com aromas de floral, uvas (tipico do moscatel), frutas vermelhas. Na boca, acidez média-alta, com um dolçor tipico da moscatel. DW 93!

Chardonnoir 2016

Feito com 60% Chardonnay e 40% Pinot Noir.

Coloração dourada, com aromas de frutas tropicais, com boa acidez, boa persistencia, corpo médio. DW 94!

Syranoir 2015

Feito com 70% Syrah e 30% Pinot Noir do Vale do Casablanca, com co-fermentação espontânea.

Coloração rubi escura, com aromas de azeitona, frutos negros frescos, com boa acidez, longa acidez. DW 93!

Syragnan 2016

Feito com 85% Syrah e 15% Carignan, do vale do Maule.

Coloração rubi profundo, com aromas de frutas negras mais maduras, argila, floral. Na boca, taninos potentes, com acidez presente, longa persistência. DW 94!

Cabergnan 2011

Vinho feito com 90% Cabernet Sauvignon e 10% de Carignan, do vale do Maule.

Coloração rubi profundo, com aromas de frutas negras mais maduras, argila, floral. Na boca, taninos potentes, com acidez presente, longa persistência. DW 94!

Viogno – 100% Carignan 2010

Do vale do Maule

Coloração rubi, com aromas de frutas vermelhas maduras, floral, com corpo médio, taninos presentes, final persistente, boa acidez, adoçicado em boca. DW 92!

RE VELADO 2012

Um dos mais icônicos da bodega…teria origem numa barrica partida que perdeu parte de seu conteúdo em um terremoto de 2010, deixando o vinho exposto. Formado então um sedoso “velo” por cima do vinho (daí seu nome), levando à uma elaboração semelhante à dos vinhos Jerez da Espanha!

Branco, feito 100% com a uva Pinot Noir.

Coloração amarelo dourado, 2ª vez produzido pela bodega. Com aromas de baunilha, laranja, trufas, amêndoas, toques florais; com bom corpo, boa acidez, ótima complexiade em boca, longa persistência. DW 94!