Viña Matetic

A família Matetic chegou da Croácia no Chile em 1890, mas só em 1998 chegaram em San Antonio, onde construíram a vinícola Matetic. Sua 1ª safra foi em 2001.

Sala das barricas

Tudo baseado na filosofia de Rudolf Steiner – Biodinâmico – apresenta uma organização e um cuidado extremo tanto pelo cultivo e elaboração dos vinhos como para todo o resto que compõe a fazenda…seus animais, as outras plantações…tudo parece viver em EQuilíbrio!

Degustamos exatamente sua linha top – a linha EQ (leia-se “ecú”, no Chile).

EQ Coastal Sauvignon Blanc 2016

Vindo do terroir de Casablanca (mais próximo do mar que San Antonio), tem 13,5% de álcool, e passa parte em tanque de inox, parte em barricas e parte em ovos de concreto, originando um blend equilibrado no final.

Coloração amarelo claro, com aromas de frutas tropicais, abacaxi. Na boca é bem encorpado, acidez média-mais, longa persistência. DW 93!

EQ Chardonnay 2015

Vindo do terroir de San Antonio, passa 12 meses em barrica de carvalho francês. 14% de álcool.

Coloração amarelo com tons esverdeados, no nariz com aromas de frutas maduras, abacaxi, pessego, com aromas de madeira bem presentes. Na boca, bem encorpado, com acidez média, longa persistência. DW 94!

EQ Pinot Noir 2014

Originado também do vale de Casablanca, com passagem de 12 meses de barrica de carvalho francês. 14% álcool.

Coloração rubi claro, com aromas de azeitona, frutas vermelhas frescas. Na boca apresenta um bom corpo, taninos médios, acidez média, com sabores de café, chocolate no retrogosto. Longa persistência. DW 91!

EQ Syrah 2014

Um Syrah divino, vindo do vale de San Antonio, com 14,5% de álcool, muito diferente dos Syrah de outras regiões, como do Maipo. No nariz lembra mais um Syrah francês da região do Rhone.

Coloração rubi profunda, com aromas de ameixa, amora, chocolate amargo, herbáceos. Na boca, taninos presentes, boa persistência, acidez média. DW 93!

Como extra, no ótimo Restaurante Equilíbrio da bodega, tivemos oportunidade de experimentar um dos vinhos de entrada.

Corrarillo Gewürztraminer 2017

Coloração amarelo-esverdeada, com aromas florais intensos, frutas tropicais. Na boca, acidez média-baixa, corpo e persistência média. Vinho simples, fácil de tomar, com um buquê muito bom típico dessa casta. DW 84!

Viña Santa Rita

Instalada numa fazenda maravilhosa, muito bem cuidada, com jardins ao estilo europeu, plantas de diversos lugares do mundo, inclusive o lendário Sobreiro (de onde vem as rolhas portuguesas – ver na foto). A fazenda data de 1790.

Visitamos uma das adegas mais antigas do Chile, e terminamos numa degustação divina no galpão onde se esconderam os 120 patriotas na guerra contra o império espanhol em 1814 (que dá origem aos vinhos de entrada da vinícola).

Degustamos os seguintes vinhos:

Floresta Sauvignon Blanc 2015

Uvas provinientes do vale do Casablanca e de Leyda, com passagem parcial em barricas de carvalho. 13º álcool.

Coloração amarelo dourado, mineral, pedra molhada, abacaxi maduro, aspargo herbáceo. Na boca, bem encorpado, acidez media, longa persistencia. DW 95!

Triplo C – 2014

Corte de 65% Cabernet Franc, 30% Cabernet Sauvignon e 5% Carmenère, com 14,5% de álcool. Uvas da região do Maipo, com passagem em 17m em barricas de carvalho francês.

Coloracao rubi profundo, com buque potente de frutas vermelhas carvalho tostaro, baunilha, mentolado. Bem encorpado, taninos presentes, acidez media alta, longa persistencia. DW 94!

Pehuén – Carmenère 2013

Pehuén significa Araucária, que está presente no rótulo. 92% Carmenère e 8% Syrah, de videiras de 60 a 80 anos de idade, com passagem de 18m em barrica de carvalho francês.

Coloração rubi profunda, com aroma de frutas vermelhas, pimentão, ameixa desifratada, bem sedoso na boca, acidez media, taninos presentes, potentes, redondos, com longa persistencia. DW 96!

Casa Real 2013

Varietal de Cabernet Sauvignon, elaborado sob supervisão da enóloga Cecília Torres, com objetivo de ser o vinho ícone da da vinícola Santa Rita.

Coloração rubi escura, com aromas terciários predominando, bastante carvalho, tostado, frutas vermelhas. Na boca, bem encorpado, sedoso, com longa persistência. DW 94!

Viña Errazuriz

Uma das vinícolas mais antigas do Chile, de 1870, localizada no Vale do Aconcagua, a cerca de 2h ao norte de Santiago.

Aconcagua Valley

Considerada por alguns críticos a melhor vinícola chilena, realmente atingiu nossas expectativas.

Organização magnífica, vinificação de ponta utilizando a gravidade, construção sustentável!

2º nível – tanques de inox e toneis para fermentação.
3º nível – barricas de carvalho pra vinhos premium.

É a única também que possui 5 vinhos ícones: Don Maximiano (corte bordolês), Kai (Carmenère), La Cumbre (Syrah), Sena e Chadwick (o único com pontuação 100 pelo James Suckling).

Degustamos os seguintes vinhos:

Aconcagua Costa Chardonnay 2017

Vindo de próximo da costa marítima chilena, com passagem de 6m por barricas.

Coloração amarelo esverdeada, com aromas de abacaxi, pêssego, mineral, floral. Na boca, acidez média-alta, corpo médio, longa persistencia. DW 93!

Max Reserva Merlot 2015

Vinho da linha intermediária, com bom custo e muito fácil se beber! Passagem de 12 meses de barrica de 2º e 3º usos.

Coloração rubi claro, com aromas de cassis, baunilha, especiarias. Na boca, com taninos presentes, corpo e acidez médio, persistência média. DW 87!

Don Maximiano 2015

Um dos vinhos ícones da vinícola, composto por predominantemente Cabernet Sauvignon, além de Petit Verdot, Cabernet Franc e Malbec.

Passagem de 22 meses em barricas de carvalho francês de 1º uso.

Coloração rubi profunda, com aromas de flores, terra molhada, couro, tabaco. Na boca, acidez média, com taninos presentes e potentes, mas equilibrados, longa persistência. DW 95!

Testardi Syrah

Experimentamos mais um vinho do Vale do Rio São Francisco.

Dessa vez da Vinícola Terranova, do grupo Miolo.

Um vinho produzido com uvas Syrah, com passagem de 12 meses por barrica de carvalho francês.

Testardi, palavra de origem italiana, significa teimoso, remetendo à obstinação, persistência…bem apropriado para um vinho que nasce de uma região tão inóspita como essa.

Degustação

Coloração rubi escuro.

Aromas de especiarias, frutas vermelhas, entregando um buquê de média complexidade.

Na boca, apresenta um bom corpo, taninos presentes e com certa adstringência ainda, o que pode evoluir ainda com os anos. Boa acidez e boa persistência.

Mostra que é possível produzir vinhos de qualidade sim nesse terroir tão improvável!

DW 91

Harmonização

Carnes vermelhas, carnes de caça.

Onde encontrar?

Site Miolo.

Luiz Argenta

A vinícola Luiz Argenta fica localizada em Flores da Cunha / RS. A propriedade foi adquirida em 1999 pelos irmãos Deunir e Neco, filhos de Luiz Argenta. Uma propriedade que desde 1929 já possuia pés de uvas viníferas plantados, que originaram uns dos primeiros varietais de vinhos finos do Brasil – da antiga proprietária Granja União.

A estrutura da vinícola, com sua arquitetura diferenciada e moderna, ficou pronta em 2009. Foi considerada pela revista Adega uma das mais belas vinícolas do mundo.

Fica localizada na região da Serra Gaúcha, a uma altitude que chega a 885m. Cultiva 55 hectares de uvas viníferas. Parte dos vinhedos foi renovada com mudas importadas na Europa. Dispõe, atualmente, de 16 variedades, entre elas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Ancelota, Marselan, Petit Verdot, Gewürztraminer, Sauvignon Blanc, Viognier.

Outro destaque da Luiz Argenta é o design das garrafas, que certamente agregam valor ao seu vinho.

Dividem suas vinhas em linha L.A. Jovem, L.A. Clássica e linha Luiz Argenta Cave, com características distintas.

A linha L.A. Jovem preza pela leveza e jovialidade dos vinhos – feitos com safras mais recentes. São mais frutados. É a linha das garrafas de design exclusivo da vinícola.

A linha L.A. Clássico contém vinhos de média estrutura, com amadurecimento de até 9 meses em carvalho.

E a linha Luiz Argenta Cave possui vinhos mais complexos, provenientes somente de safras excepcionais, com grande potencial de guarda.

A visita na vinícola foi muito interessante. Conhecemos diversos ambientes da moderna estrutura, e fomos degustando vinhos em cada lugar que passávamos – passando pelo Brut Rosé, LA Jovem Gewurztraminer, LA clássico Cabernet Sauvignon, e fechando com o Luiz Argenta Corte Cave 2011…Vale a pena visitar!

Vinícola Guaspari

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Nascida de uma antiga fazenda de café na Serra da Mantiqueira, de 150 anos, o espaço onde hoje encontramos a vinícola foi adquirida em 2002 pela família Guaspari (pronuncia-se Guaspári). Foi a origem do que eles chamaram um “sonho engarrafado”.

Foi retirada grande parte dos pés de café ali existentes, e em 2006 plantada a primeira videira. Atualmente são 50 hectares de videiras plantadas, divididas em 12 vistas.

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Vista da Vinícola

São 9 uvas plantadas são: Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Petit Verdot, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier. Todas as mudas vieram da França.

As características locais são: terrenos de 800 a 1300m, com boa amplitude térmica no inverno, época da colheita devido à técnica da dupla poda. Terreno pedregoso, com boa drenagem, que constitui um terreno adequado pra uvas como Cabernet Sauvignon.

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Vinhos degustados

Vale da Pedra Branco 2016

Ótimo vinho branco, produzido 100% em tanques de inox. 75% Sauvignon Blanc 25% Viognier. Álcool 13,5%. 100% em tanque de inox, sem passagem por barrica. Aromas de pêra, maracujá, abacaxi, aspargos, com corpo médio e ótima persistência na boca, como pouco se vê em vinhos de entrada. DW 89.

Vista do Lago Chardonnay 2016

Vinho branco feito 100% com Chardonnay. Um dos melhores que já tomei. Aromas marcados de menta, baunilha, frutas cítricas, especiarias, madeira. Passa por 9 meses em barrica de carvalho francês. Na boca é bem encorpado, tem ótima acidez e ótima persistência. Uma obra prima! DW 94.

Vale da Pedra Tinto 2017

Vinho tinto feito 100% com Syrah. 10 meses de barrica de carvalho. Vinho jovem, com aromas de frutas vermelhas, pimenta do reino, especiarias, muito agradável. Corpo médio, com boa persistência. Ótimo custo-benefício. DW 88.

Vista da Mata Cabernet Franc / Cabernet Sauvignon 2015

Corte de Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Vinho muito bom, bem encorpado, com boa persistência. Nos aromas, apresenta pimenta, cacau, terroso, grafite. Minha impressão é que sobressaíram os aromas terciários, talvez por um excesso de contato com barrica (foram 19 meses de barrica de carvalho francês de 1º uso). Senti falta dos aromas primários das castas. Mesmo assim, vinho de ótima qualidade, com ótima acidez e persistência. DW 93.

Essa foi uma das melhores visitas de vinícola que pude participar, mesmo quando comparadas com outros gigantes argentinos, como Norton, Luigi Bosca, Zuccardi. Visita com duração de 3 horas, explicando cada passo da vinificação, conhecendo algumas Vistas, e degustando excelentes vinhos. Imperdível.

Site: Vinícola Guaspari

Aos Sorocabanos – Taxa de Rolha

Muitas vezes queremos abrir um vinho que harmoniza perfeitamente com um cordeiro. Ou com pato! E na maioria das vezes, não temos a habilidade culinária para atingir esse casamento perfeito entre o tão desejado vinho e seu prato ideal.

Para isso podemos recorrer a ótimos restaurantes, que podem nos permitir esse encontro de sabores!

A maioria dos restaurantes permitem que os clientes levem seus vinhos, cobrando uma “taxa de rolha”.

Fiz um levantamento na cidade de Sorocaba, para facilitar a vida dos enófilos que moram na região.

Bar do Argentino: R$ 60,00

Bumbu: R$ 50,00

Chácara Santa Victoria: R$ 30,00

El tranvia – Iguatemi: R$ 0,00

Fior di Zucca: R$ 40,00

La cantina dell’italiano: R$ 15,00

La doc: R$ 69,00

Naomi: R$ 42,90

Padovanela: R$ 30,00

Pio Montes: R$ 30,00

Yoshi: R$ 20,00

Obs: os preços citados acima são referentes à uma pesquisa realizada no final do mês de junho/2018, podendo ser alterados a qualquer momento pelos respectivos estabelecimentos.