Vinhos de Talha!
Confraria Fora da caixa!
8.000 anos atrás foi quando supostamente surgiu o vinho na região da Geórgia, no Cáucaso. Na época, eram elaborados em ânforas, e até hoje mantem essa tradição.
No resto do mundo poucos lugares mantiveram esse método de elaboração do vinho.
Em Portugal, chegou no século I d.C. trazido pelos romanos, e desde então encontramos no Alentejo várias vinícolas que mantém a produção.
E esse foi o foco do painel. 6 vinhos de talha, a maioria dessa região.

Bojador Vinho de Talha Branco 2016!
Do Alentejo! Corte de perrum, roupeiro, rabigato (rabo-de-ovelha), manteúdo. 12% de álcool! Coloração amarelo dourado! Boa complexidade aromática, pêssego, geléia de damasco, laranja madura, cera. Untuoso em boca, acidez média-alta, boa persistência; muito bom!
Aphros Phaunos 2018!
Da região do Vinho Verde, no Minho. 100% Loureiro, 11,5% de álcool! Coloração amarelo dourado. Aromas de mel, laranja, própolis, resina, eucalipto. Em boca, corpo mais leve, acidez alta, boa persistência, com discreto amargor!
Bojador Vinho de Talha Tinto 2016!
Também do Alentejo! Enólogo Pedro Ribeiro (Bojador e Herdade do Rocim). Corte de trincadeira, moreto e tinta grossa. 13% de álcool. Aromas de eucalipto, verniz, cereja, ameixa, terroso, azeitona, filtro de barro. Taninos médios+, acidez média, mineral. No cômputo geral, levando em conta preço, equilíbrio, agradabilidade, foi o campão da noite na minha opinião.
Herdade do Rocim Amphora Tinto 2017!
Corte de Moreto, Tinta Grossa, Trincadeira e Aragonez! 12% de álcool! Aromas de frutas vermelhas, groselha, cereja, especiaria, verniz. Em boca, corpo e persistência média, taninos médio+, acidez média alta.
Cartuxa Vinho de Talha Tinto 2017!
Da poderosa Adega Cartuxa no Alentejo. 100% Alicante bouschet, com 14,5% de álcool! Enólogo Pedro Batista! Coloração rubi com reflexos violáceos, bem intenso, diferente dos demais. No nariz, começou fechado com compota de frutas negras, amora, framboesa, terroso, defumado, verniz. Em boca é extremamente poderoso! Taninos intensos ainda adstringentes, acidez média-alta, longa persistência. Um vinho “ame-o ou deixe-o”. Eu adoro esse poder. Fiquei no time que amou!
Lídio Carraro Vinum Amphorae 2018!
Considerado o primeiro vinho de ânfora brasileiro produzido comercialmente. Corte pouco usual de merlot, pinot noir e nebbiolo. Enólogo Giovanni Carraro! Em boca, prevaleceu fortemente aromas herbáceos, que com o tempo começou a presentar mais frutas negras, massa de pão. Na boca, poderoso, buscando um equilíbrio lá em cima! Taninos médio+, corpo médio+, acidez média, álcool sobrando um pouco, mantendo um toque herbáceo em boca e um certo amargor. Faltou um pouco de equilíbrio, vou experimentar outra garrafa em alguns anos para ver como evolui!



